Nova diretora pretende agitar o Núcleo DF
Atualizado: 7 de set.

Maria Angélica Gomes já foi presidente da AAFIB e conhece bem o trabalho associativo. Não somente atuando na Associação, mas também com uma forte participação em diferentes grupos no Distrito Federal, em geral com ênfase em temas relacionados à mulher e ao idoso(a).
Atualmente ela participa, além do trabalho na AAFIB, do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa-CNDPI, representando a sociedade civil pela Ação de Mulheres pela Equidade-AME, e da Associação das Senhoras de Organismos Internacionais-ASOI.
Maria Angélica trabalhou na OPAS em diferentes países da América Latina - Bolívia, Nicarágua, Paraguai e Peru - e retornou ao Brasil para coordenar o Programa Mais Médicos e aqui se aposentou em 2017.
A seguir leia a entrevista com a diretoria e os planos para seu trabalho. Os pontos de destaque são aproximar os associados entre si, aproximar o Núcleo DF da sociedade ao seu redor e conhecer o nosso território.

1. Quais são seus principais planos como diretora do Núcleo DF?
Meu principal plano é estimular os colegas sobre o que gostariam de fazer e de desenvolver dentro do Núcleo. Além de acompanharmos questões importantes, como o Fundo de Pensão e assuntos de saúde, gostaria de aproximar os associados da realidade do nosso território. Depois de tantos anos trabalhando em organismos que têm como propósito atuar em benefício da sociedade, por que não conhecer melhor as experiências e iniciativas que acontecem aqui no Distrito Federal? Podemos visitar projetos que já existem, conhecer trabalhos comunitários e, quem sabe, transformar algumas dessas experiências em projetos da própria AAFIB. Também quero dar mais vida à nossa comunidade, com atividades culturais e de lazer, criando oportunidades para estarmos juntos.
2. O que você considera o principal desafio do Núcleo neste momento?
Despertar o interesse dos nossos colegas pela vida associativa. O mundo de hoje, cada vez mais mediado pela tecnologia e pelas redes sociais, está nos tornando mais isolados. Precisamos resgatar o que há de melhor na vida comunitária e associativa: o encontro real, a conversa, a convivência e a possibilidade de compartilhar experiências e interesses. Para mim, o Núcleo pode ser um pequeno espaço de resistência a esse processo de isolamento.
3. O que você faria para aproximar os associados e estimular a sua participação?
Precisamos criar oportunidades para que as pessoas se encontrem e participem de atividades que lhes interessam. Pode ser uma visita a um projeto social, uma atividade cultural, um café ou simplesmente combinar de assistir juntos a um filme ou participar de alguma atividade. A ideia é dar vida à comunidade que já existe e estimular a convivência. Afinal, à medida que envelhecemos, precisamos cada vez mais de amigos e de pessoas com quem possamos compartilhar nossa história, sonhos e também desafios comuns.
4. O que motivou você a aceitar o desafio de dirigir o Núcleo?
A vontade de contribuir para manter viva essa comunidade e fortalecer os vínculos entre os colegas. Depois de uma vida profissional dedicada a instituições e projetos voltados para a sociedade, acredito que também podemos fazer a nossa parte, no nosso próprio território. Quero ajudar a transformar o Núcleo em um espaço de convivência, participação e troca de experiências.




